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Análise: Dawn of th Dead, 1978

Análises de filmes do Universo Zumbi, aqui será onde os membros do site postam suas impressões, resultando em diversos pontos de vista diferentes do longa. E esta coluna conta com o diferencial de que além do nosso ponto de vista, queremos ler e compartilhar o que os fãs de zumbis têm a dizer.

Como funciona?

A cada semana vamos divulgar um filme na nossa fan page, e vocês vão postar suas análises nos comentários. As melhores impressões serão publicadas todas as quintas-feiras junto com a análise da equipe do Universo Zumbi e informações sobre a película no site.

Dawn of the Dead, 1978

O Despertar dos Mortos, título brasileiro.

DAWN OF THE DEAD

Sinopse:

A Terra foi tomado por um vírus que acabou por transformar quase todos os seus habitantes em zumbis.Agora, um grupo de sobreviventes precisa se proteger da fome destes refugiando-se em um shopping center.O problema é quando comida e suprimentos começam a acabar, e os sobreviventes precisam fugir e enfrentar os temidos zumbis na busca pela sobrevivência.

Ficha técnica:

Direção: George A. Romero; Elenco: David Emge, Ken Foree, Tom Savini, Scott H. Reiniger, David Crawford, Gaylen Ross; Roteiro: George A. Romero; Cinematografia: George A. Romero; Edição: Informação encontrada antes do término dessa análise; Música: Dario Argento, Goblin, Agostino Marangolo, Massimo Morante, Fabio Pignatelli, Claudio Simonetti Produção: Dario Argento ; Ano: 1978; País: Estados Unidos e Itália; Gênero: Terror, Ficção científica.

Curiosidades:

Existem três versões conhecidas para este filme: a versão altamente censurada, com quase todo o “gore”retirado (que dura 126 minutos), a versão do diretor Romero, totalmente “uncut” (140 minutos), e a versão européia, montada pelo produtor e cineasta

[caption id="attachment_2247" align="alignright" width="320"]Se passarmos em câmera lenta podemos ver claramente o manequim antes da cabeça explodir. Se passarmos em câmera lenta podemos ver claramente o manequim antes da cabeça explodir.[/caption]

Dario Argento, que tem 117 minutos (mantendo boa parte da violência, mas retirando várias cenas consideradas “longas” pelo italiano, aquelas que mostravam o dia-a-dia dos heróis no interior do shopping-center).

A versão de Dario Argento foi lançada na Europa com o nome “Zombi“. O diretor italiano Lucio Fulci gostou tanto que realizou sua sequência pirata, “Zombi 2“, que no restante do mundo ficaria conhecida como “Zombie“.

A versão lançada no Brasil em VHS na metade dos anos 90 é uma das raras edições “uncut” de Romero.

George A. Romero e sua esposa aparecem rapidamente no início, como técnicos da emissora de TV que transmite relatórios de emergência.

Além de fazer uma participação como motoqueiro, o maquiador Tom Savini também aparece como o zumbi que quebra a janela do caminhão e é alvejado na cabeça por um tiro de Roger e como outro zumbi que é atropelado por um caminhão e lançado longe.

No filme, Stephen é apelidado “flying boy” (“garoto voador”) pelos colegas, já que é piloto de helicóptero. No Brasil, misteriosamente, o apelido mudou para “Tarzan“!!!

Em várias cenas do filme, uma música toca no interior do shopping center sitiado. Em entrevistas na época, o diretor Romero declarou que aquilo não foi intencional: todos os dias, às seis da manhã, a música começava a tocar por conta e ninguém sabia como desligar.

Dario Argento ajudou a escrever o roteiro, mas não ganhou crédito, apenas como produtor.

Na cena em que Peter é atacado por duas crianças-zumbi, os monstros foram interpretados pelos sobrinhos de Savini, Donna e Mike.

Joe Pilato, que interpretou o vilão Capitão Rhodes em DIA DOS MORTOS, aparece rapidamente como um policial.

[caption id="attachment_2250" align="alignright" width="320"]george a romero Romero aparecendo no filme.[/caption]

Savini chamou o amigo Jim Krut, que tinha a cabeça pequena, para interpretar o zumbi que tem o topo de sua cabeça arrancado pelas hélices de um helicóptero. Assim, pôde “alargar” a cabeça de Krut com espuma e látex.

A cena em que os heróis entram em uma loja de armas não foi feita no mesmo shopping center alugado para a produção, mas sim numa loja em Pittsburgh.

Todos os figurantes que interpretaram zumbis ganharam 20 dólares e uma camiseta com o título do filme.

Segundo o documentário “Document of the Dead“, de Roy Funkes, Romero filmou um final alternativo, nunca exibido, onde Peter e Fran cometem suicídio (ele com um tiro na cabeça, ela ao se jogar nas hélices do helicóptero).

Na época do lançamento, devido à extrema violência, o filme ganhou uma qualificação “X” da Censura – qualificação dada apenas a filmes pornográficos. Romero tinha medo que as pessoas fossem ver o filme acreditando que tinha cenas de sexo.

Imagens:

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Trailer:

httpvh://www.youtube.com/watch?v=PpuNE1cX03c

Análise da equipe:

Thiago Vitezi

George A. Romero fez uma critica ao  consumismo, desta vez colocando um cenário de de um shopping, onde um pequeno grupo de pessoas usava como abrigo. Os zumbis são uma metáfora para os consumidores, como eles vagam dentro, arrastando torradeiras e assistindo aparadores estupefato realmente tornar-se o que eram antes, os consumidores não param até que acabar com tudo, enquanto os personagens principais estão em uma espécie de paraíso, onde eles podem ter tudo no shopping local.

Também há uma cena chave com os atores no telhado observando os mortos-vivos indo ao shopping, e Francine pergunta: " Como assim? "e Stephen diz: " uma espécie de instinto primitivo, de memória, do que eles costumavam fazer, talvez este era um lugar importante em suas vidas . " Na verdade, os filmes de Romero são dadas mais importância ao confronto humano contra humano do que humano contra zumbis. Na minha opinião Dawn of the Dead é um dos melhores filmes de zumbis que existe e o melhor filme clássico.

Fernanda Barreto

[caption id="attachment_2251" align="alignright" width="320"]shopping dawn of the dead Shopping que foi gravado o filme, Monroeville Mall que fica na Pensilvânia.[/caption]

Continuação do filme de 1968, Night of the Living Dead (Noite dos Mortos Vivos), Dawn of the Dead (Despertar dos Mortos) dirigido por George A. Romero inicia-se com uma discussão sobre a crise provocada pela caminhada dos mortos-vivos pelas ruas da cidade, a mesma foi originada por motivos nunca exatamente conhecidos, as pessoas estão tomadas pelo pânico e o transtorno é inevitável. O fato de não haver nenhuma explicação para a epidemia pode ser considerado algo que desperta a curiosidade do espectador, fazendo com que este questione a relevância de conhecer o motivo pelo qual tudo começou. Dessa forma é criada uma expectativa quanto a revelação do que acarretou a epidemia, porém a trama é tão envolvente que essa questão é deixada de lado, afinal os eventos que envolvem os personagens centralizam toda a atenção do público.

Há uma critica evidente ao consumismo americano no longa, isso pode ser comprovado por diversos momentos no filme; inicialmente pelo próprio fato de que o espaço em que decorrente da trama é um shopping. No instante em que os personagens ocupam o local há um diálogo interessante entre o casal Stephen e Francine abordando o aspecto; ela questiona o motivo pelo qual os zumbis estariam no shopping, o outro levanta a hipótese de que o ato poderia ser algo instintivo. Ocorre também outro momento em que a critica torna-se evidente aos olhos de quem assiste, quando há certa tranquilidade no local os integrantes do grupo pegam dinheiro, passeiam pelas lojas, consomem tudo o que não poderiam comprar fora daquela situação, é indiscutível que havia dentro deles algo que não os impedia de esbanjar nem mesmo em um momento como o “apocalipse zumbi”.

O filme é “dividido” em partes de tensão, terror, drama e comicidade. É possível perceber que inicialmente havia certo pesar quando a exterminar os mortos-vivos, as pessoas não estavam habituadas a pensar neles como criaturas sem sentimentos e em certo ponto irracionais. Em algumas cenas o personagem Peter fica evidentemente perturbado por ter que matar as criaturas, em outro ponto mais adiante do filme é perceptível que os personagens não sentem-se felizes perante a situação de ter que matar “semelhantes”, isso vem a tona quando observam o shopping repleto de cadáveres. Outro ponto abordado, porém de forma mais sutil, é o aborto, algo que o grupo questiona perante a situação.

Além disso, é possível observar a quantidade absurda de situações diferentes envolvendo caça, fuga e sobrevivência de humanos e zumbis. Existem zumbis de toda faixa etária, desde crianças a adultos; isso proporciona maior mobilidade quanto ao processo de morte dos mesmos, algo que também é bastante explorado, os zumbis são mortos de diversas maneiras, algumas delas proporcionam extrema comicidade ao filme. Inclusive, um fato interessante a ser ressaltado é que várias pessoas com membros amputados na vida real foram utilizadas nas filmagens, para que houvesse veracidade à movimentação dos corpos.

Dawn of the Dead é um clássico que não pode estar fora da lista de fãs do gênero e até mesmo cinéfilos, é critico, divertido e repleto de ironias que sempre serão atuais. Incontestavelmente foi um grande passo para a evolução do gênero no cinema e em outra mídias, não é a toa que George Romero é considerado o pai dos mortos-vivos, afinal ele contribuiu muito para o progresso dos mesmos. Uma citação presente no filme que me faz refletir bastante sobre apocalipse zumbi é: “Quando não houver mais espaço no inferno os mortos irão caminhar sobre a Terra”. É algo questionável e por isso tão inquietante, assim como zumbis.

Análise do leitor:

Nenhum leitor se interessou em mandar sua analise para esse filme.

Próxima análise:

O filme para a próxima semana será o Day of the Dead, 1985. Envie a sua analise para a nossa fan page até quarta feira.