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Análise: Night of the Living Dead, 1968

Análises de filmes do Universo Zumbi, aqui será onde os membros do site postam suas impressões, resultando em diversos pontos de vista diferentes do longa. E esta coluna conta com o diferencial de que além do nosso ponto de vista, queremos ler e compartilhar o que os fãs de zumbis têm a dizer.

Como funciona?

A cada semana vamos divulgar um filme na nossa fan page, e vocês vão postar suas análises nos comentários. As melhores impressões serão publicadas todas as quintas-feiras junto com a análise da equipe do Universo Zumbi e informações sobre a película no site.

Night of the Living Dead, 1968

A noite dos mortos vivos, título brasileiro.

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Sinopse:

A radiação provocada pela queda de um satélite faz com que os mortos saiam de suas covas como zumbis comedores de gente, fazendo com que um grupo de pessoas refugiados em uma casa tenham que lutar pela sobrevivência contra uma horda sedenta de carne e sangue

Ficha técnica:

Direção: George A. Romero; Elenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman, Keith Wayne, Judith Ridley…; Roteiro: John A. Russo, George A. Romero; Cinematografia: George A. Romero; Edição: Brian Huckeba; Música: Scott Vladimir Licina; Produção: Karl Hardman, Russell Streiner; Ano: 1968; País: Estados Unidos; Gênero: Terror, Ficção científica.

Curiosidades:

Para fazer o sangue foi utilizada uma marca de chocolate da época, chamada Bosco;

Na cena em que os zumbis atacam o caminhão, eles comem pernil com chocolate. Romero brincou na época, dizendo que era desperdício de tempo maquiá-los porque eles naturalmente ficam com cara de náusea devido à "tétrica refeição";

As filmagens da sequência do cemitério foram rodadas em dois dias e um problema técnico obrigou uma mudança no roteiro. O carro dirigido por Barbara e Johnny (Russell Streiner) era, na verdade, da mãe do ator e, entre o primeiro e o segundo dia, alguém inseriu um novo objeto visível para as câmeras dentro do carro. Romero reescreveu a cena para o carro terminar batendo numa árvore;

Romero disse que o filme era 10 minutos mais longo, mas o distribuidor o pressionou para que fosse mais curto;

O ator Bill "Chilly Billy" Cardille, que faz o repórter, era celebridade na TV de Pittsburgh, apresentando um programa de terror no Channel 11 e, às vezes, também atacava de repórter;

Foi selecionado para o National Film Preservation Board, em 1999.

Imagens:

 [nggallery id=13]

Trailer:

httpvh://www.youtube.com/watch?v=5gUKvmOEGCU

Análise da equipe:

Thiago Vitezi

Então surge os zumbis que conhecemos, os devoradores de miolos. A noite dos mortos vivos não é o melhor filme de zumbi já feito, certamente existem melhores, porém sua contribuição para o cinema mundial é inegável. Night of the Living Dead exerceu uma forte influência nos estados unidos e na Itália, curiosamente o cinema italiano consolidou uma concepção de filme de horror que ainda prepondera.

Acredito assim como a maioria dos fãs de zumbis que existe uma certa supervalorização sobre essa obra do Romero, talvez por ser a primeira a mostrar um ponto de vista novo sobre os zumbis e conceber uma nova visão sobre os mortos-vivos, e quando vamos assistir a película, ficamos um tanto desapontados. Não estou querendo dizer que o filme é uma porcaria, pois pela época que ele foi produzido o George A. Romero fez um milagre, porém ele é supervalorizado.

[caption id="attachment_2057" align="alignright" width="275"]Night of the Living Dead 2 Pais que 'sustentam' os filhos.[/caption]

O canibalismo no filme é tão direto quanto simbólico, representando a autodestruição do homem e a anulação do que cada um representa na individualidade. No decorrer da história um grupo de sobreviventes se refugiam em uma casebre. A partir do confinamento os personagens começam a mostrar a sua odiosa natureza humana, com suas ações de egoísmo e autopreservação. Irônicamente, a horda de mortos-vivos no lado de fora da casa representa a essência primitiva de qualquer animal rácional ou irracional, agindo em coletividade em prol do grupo.

Outro ponto importante que eu gostaria de destacar é a submissão do homem diante da tecnologia. Cenas do filme mostram os sobreviventes reféns da televisão, aparelho usado para saber das notícias e para preservar algum tipo de relação com o mundo exterior. Romtero foi bastante sútil em colocar essas cenas, acredito que ele queria mostrar que as pessoas estão reféns da tecnologia. As cenas mostram as pessoas assistindo tv presas em suas casas com medo de sair, pois no jornal da tv falava para você não sair de casa, se para para analisar isso existe até nos dias de hoje. E se o Romero achava ruim naquela epóca, agora está pior pois temos os computadores.

Night of the living Dead ainda teve um negro como herói, fato incomum para o cinema da época. A justificativa, segundo Romero, é lógica: Duane Jones teve melhores resultados nos testes do que os demais atores.

É irônico mas, ele que fez uma crítica as pessoas reféns da mídia, hoje tem seu filme supervalorizado pela mesma. A noite dos mortos vivos é um filme para você assistir, só para poder dizer que assistiu.

Blood Zombie

Neste clássico filme independente com tema voltado aos mortos-vivos e, sendo o primeiro filme dirigido por George Romero, ele introduziu um novo conceito, um sub-gênero conteporâneo, nos filmes de terror , chamado de Apocalipse Zumbi, mortos-vivos atacando em hordas, sedentos por carne humana, insaciáveis, influenciando então a estrutura conceitual e visual do zumbi moderno na cultura popular, o estilo que conhecemos hoje em dia.

[caption id="attachment_2058" align="alignleft" width="300"]night-of-the-living-dead-group Sobreviventes reféns da televisão[/caption]

A atmosfera do filme e o estilo para a época que foi lançado, 1968, chegou a chocar a sociedade que não estavam acostumados com gêneros do tipo, as cenas de canibalismo e violência, a consequência de uma possível epidemia, o que isso poderia trazer para sociedade? Apesar de não ser o primeiro filme sobre zumbis e de ter sido produzido com orçamento baixo, com maquiagem fraca e sem efeitos especiais, a grande sacada foi o lance de dar o pontapé inicial à cultura zumbi que conhecemos hoje. Se formos compararmos este filme com filmes modernos e até mesmo com o seriado TWD é claro que este serão superiores, mas por causa da tecnologia existente hoje, computação gráfica, material de maquiagem, profissionais mega especializados, equipamentos de filmagem modernas, enfim, uma série de fatores que nos enchem os olhos de emoção e tensão. Imaginem na época que foi lançado A noite dos mortos vivos, você ver pessoas comuns, aos montes, cometendo assassinatos e comendo suas vítimas, onde grupos sobreviventes destes ataques terem de lutar pela sua sobrevivência, a geração do caos na sociedade, isto, pra época, era aterrorizante, pois para a sociedade, o filme era carregado de críticas à sociedade do final dos 60.

O que posso dizer que surgiu a partir deste filme e que até hoje vemos em filmes de zumbis: O instinto de sobrevivência em grupo é uma delas. Pessoas comuns, cada um com suas qualidades e habilidades tentando usar isto tudo para o bem do grupo, ou não. Temos a figura de um líder, a figura do cara que só pensa em si e acaba prejudicando o grupo, da situação de uma quase divisão do grupo, devido aos interesses de cada um, desestabilizando momentaneamente os interesses do grupo que era sobreviver. O motivo de estar acontecendo esta “epidemia”, um mar de incertezas aparece, suposições sobre a radiação vinda da explosão do satélite, a situação do Governo esconder as informações, fica aquela incógnita, porque aconteceu isto? E vemos em vários filmes de hoje em dia, com tema voltado a zumbis, ou foi por causa de uma bactéria, ou “meteoro”, ou acidente nuclear, mas fica aquela pergunta no ar: O que realmente aconteceu e um mar de “porquês” volta á tona.

Outro fato interessante, senão a mais importante para o gênero, foi a dos mortos-vivos comerem carne humana, atacarem em hordas, como um infecção generalizada, sedentas de carne, querendo mais, mais e mais. Até então, tais mortos-vivos, em filmes antecessores, estavam ligados ao misticismo, à cultura Haitiana, ao vodoo e não comiam carne humana, apenas pareciam estar em transe, vagando sem rumo. Outro fator muito bom que achei foi o estilo surpresa. O final do filme você não espera. O sobrevivente, o único que restou, lutou como nunca por todos e por sua vida, liderou, organizou, enfrentou, salvou, fez de tudo para no fim, morrer com um tiro na cabeça, por um dos policiais que fazia parte de um outro grupo de “extermínio” de zumbis, onde este confundiu o protagonista da história com um zumbi e ficou por isso mesmo. A fato é: a surpresa. Vemos muito em TWD este fator. Temos surpresas a todo instante. Ficamos apreensivos, parece que vivenciamos aquele momento. Este é lance. Surpreender! E, meus caros, em um apocalipse zumbi, tudo pode acontecer. Surpresa é o que não vai faltar.

Lorraine Guimarães

"Night of The Living Dead"é simplesmente uma obra prima do gênero zumbi, que acabou por inspirar esse universo que perdura até hoje. Preciso lembrar á mim mesma de não deixar clássicos de lado por muito tempo. O filme continua criando o devido impacto, digno de George Romero. Ao assisti-lo mais uma vez, percebi que embora os efeitos não causem o mesmo torpor, ele ainda impressiona pelo clima sombrio e pelas fortes menções a problemas sociais, que não época não pareciam tão clichês. A história se passa em uma casa no campo aonde Barbara, Ben e uma família instável composta por uma garota "infectada", seu pai, um homem racista, e a esposa se encontram cercado pelos mortos-vivos, mas esse não é o único problema do grupo, pois a tensão faz com que os conflitos internos venham á tona, tornando a fuga ainda mais difícil, mesmo contra"inimigos" lentos, irracionais e pouco numerosos. Desse modo, se houvesse uma verdadeira união entre eles, a fuga não seria tão complicada assim... Talvez essa seja a grande sacada! Outra questão interessante foi a escolha do protagonista, que é negro e interpreta o herói. Tal fato era incomum no cinema da época. E demonstrou como o racismo é um mal a ser combatido. Sendo essa mais uma razão que impedia a "boa convivência" do grupo. No fim da contas, a soma ácida de criticas, unidas á despreocupação de expor todo aquele sangue e tripas sem o menor pudor, fazem do filme uma experiência chocante e atual.

Análise do leitor:

Eliel Vieira

Devemos analisá-lo tendo em mente a época em que foi filmado. Se comparado aos filmes de nossa época talvez deixe a desejar quanto a qualidade técnica. O filme é marco divisor tanto para o gênero zumbi quanto para o terror em geral. Para quem não sabe este foi o filme que "inventou" o zumbi moderno como o conhecemos hoje. Antes os filmes de zumbis eram carregados de uma atmosfera mística e ligados as origens voodoo. Night of The living Dead trouxe o terror para a cidade, transformando-o num terror mais familiar. Foi o primeiro filme a trazer zumbis canibais e a cosmologia do apocalipse zumbi, características que foram seguidas a risca por todos os filmes seguintes. Sua originalidade é um paradigma, por isso é um filme tão cultuado. Umas das cenas mais marcantes do filme é a "santa ceia", nome dado pelos produtores para a cena em que os mortos vivos se alimentam dos restos carbonizados de alguns personagens, a cena foi feita com carne de verdade. O realismo assustou uma multidão de pessoas. O filme assombra pelo niilismo, ou seja, a falta de sentido e esperança em mundo que chegou ao fim e está dominado pelo desconhecido.O filme merece toda a fama, pois foi o filme que redefiniu todas as produções futuras sobre o gênero. Se alguém é fã de RE ou TWD, agradeça primeiro a Night of The Living Dead, pois se não fosse ele, bem provável que Rick hoje em dia fosse um turista americano caçando escravos mortos vivos numa plantação de açúcar no caribe.

Próxima análise:

O filme para a próxima semana será o Dawn of the Dead, 1978. Envie a sua analise para a nossa fan page até quarta feira. &nbsp;