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Conto: "Diário dos Mortos - A Ira dos Justos"

Escrevo estas linhas enquanto observo atônito do alto de um prédio abandonado uma marcha. Por um momento, acreditei que eles  infectados estavam marchando, que estavam indo atrás de alguma fonte de alimento, para saciar sua fome voraz com mais impunidade, mais ignorância, mais mortes sem sentido, que queriam tirar o pouco que temos, porém, estava enganado. Estava vendo do alto de um prédio minha gente marchando, minha gente saindo de sua zona de conforto, de sua área segura, de suas casas barricadas com muros altos, tabuas e pregos nas janelas e portas, de cercas elétricas e tudo o mais que era necessário para nos proteger dos perigos que rondam as ruas.
           Deus! Nunca, desde o apocalipse da ignorância, a tomada de poder dos opressores infectados, desde que transformaram nosso país em um lar sujo e perigoso, nunca havia visto tantos sobreviventes! De onde eles saíram? Não imaginava que ainda existissem tantos por ai que ainda lutavam pela liberdade, lutavam por um motivo, por um propósito e não apenas para salvar o próprio traseiro. Com meu radinho de pilha escuto de outros sobreviventes de Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo e de vários outros locais do Brasil que um grande levante está sendo montado. Estão todos reunindo forças para enfrentar o inimigo! Ele marcha contra minha gente, a passos curtos, armado com sua vontade de nos fazer correr para nossas casas, correr por nossa segurança, correr por nossa sobrevivência, mas juntos, pela primeira vez estamos revidando! Armados (com bandeiras de paz e vozes de ordem) os sobreviventes gritam por um basta! Estão provando que o inimigo não é invencível, que com nossa força combinada, podemos fazer a diferença! Cada sobrevivente luta ali embaixo por um legado, luta para recuperar o que é deles por direito!
           Sim! Chega de se esconder atrás de nossas barricadas de medo, chega de apenas falar sobre o que nos tiraram perdemos, sobre o que fizeram fazíamos. Chega de temer o inimigo, o inimigo que deve nos temer! Chegou a hora dos sobreviventes agirem e acreditarem no que ainda podem fazer! No que ainda podem ser! Não há certezas, apenas oportunidades e esta e nossa grande oportunidade!
           Espero que um dia, este breve relato do início da reviravolta esteja retratado em algum livro de história. Seria legal, fazer parte dos primeiros levantes que culminaram em nossa vitória. Mas por enquanto, fico no presente e enquanto escrevo estas linhas, gente tem lutado pelo nosso futuro. Em breve me juntarei a eles, mas antes:
               Não se esqueçam deste dia. Do dia que os sobreviventes começaram a virar o jogo.
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               Vejo vocês nas ruas. &nbsp; Autor: Luciano da Silva Vellasco Idade: 24 De:  Brasília-DF &nbsp; Saiba como enviar o seu conto clicando aqui &nbsp;
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