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CONTO ZUMBI: "A família permanece unida"

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FOTO DO CONTO

Lilian e Adam observam aflitos pela janela toda reforçada de madeiras: - Querido temos que achar alguma coisa, estamos ficando sem nada, nosso filho precisa disso! - Você acha que eu não sei, mulher? Espere que certamente algum deles virá. Poucos minutos depois, uma criança zumbi apareceu na rua e ficou parada, procurando algo ao redor. Os dois não perderam tempo, ela com uma faca de cozinha e ele com um bastão de beisebol. Quando o pequeno monstro se virou, Adam o acertou na nuca e desferiu vários golpes violentos em seu crânio, até que seu corpo não fazia nada além de tremer. Lilian se ajoelhou e começou a cortar os braços e pernas do garoto, com ajuda de Adam quebrou as costelas e fatiou o pequeno menino como se faz com um porco, sempre prestando atenção se não haviam mais deles se aproximando. Quando terminaram de pegar toda a carne correram de volta para a casa: - Pegou tudo, amor? Perguntou ela. Adam apenas sinalizou que sim, jogando o quadril cortado no chão. - Vá ver como esta nosso garotinho, assim que terminar levo pra lá. O homem subiu as escadas a passos pesados, ao chegar ao segundo andar parou em frente uma porta muito bem trancada, abaixou a cabeça por alguns instantes e a abriu. Entrou num pequeno quartinho mal iluminado sem nenhum móvel a não ser uma cadeira com uma criança presa a ela, o menino estava sem roupas, totalmente amarrado e com a cabeça abaixada, um buraco na cadeira dava acesso ao penico para a criança fazer as necessidades. O pai se aproximou e falou: - Meu meninão, meu garoto, você vai ficar bem, cuidaremos de você sempre! Ele falou isso com um sorriso no rosto enquanto afagava levemente a criança. Desde que nasceu, Harold foi protegido demais por seus pais, oficiais de justiça sempre iam a sua casa procurando noticias da criança, com denuncias de maus tratos e até violência sexual, mas seus pais nunca os recebiam. Muito antes da doença consumir todos, Harold sempre foi preso naquela cadeira. Apartir dos quatro anos de idade fora humilhado e mal tratado, não sabia falar, e passar tanto tempo preso sentado tornou seus ossos fracos e ele não conseguia mais andar. Quando tudo começou a desabar, seus pais finalmente se isolaram totalmente, acompanharam tudo pela televisão enquanto as emissoras ainda passavam informações e a mesma coisa com o rádio. Quando a comida finalmente ficou escassa, Lilian teve uma experiência desagradável com uma morta que quase a devorou inteira, mas Adam chegou a tempo e mutilou os braços dela, rachando seu crânio. Após um período de pensar e avaliar a situação, viram que as condições estavam a muito críticas. Foi quando o marido se deparou com a mulher alimentando a criança com o braço da morta, e ao tentar impedi-la ela alegou: - Eu sei o que estou fazendo, estou salvando nosso filho. Sem comida ele não vai aguentar! Com isso ele vai melhorar, você verá! Disse ela com um sorriso no rosto. Mesmo hesitante, o homem a deixou continuar com aquela coisa horrível, e não demorou muito para seu filho se transformar uma daquelas coisas. De fato o problema da alimentação ficou mais fácil de se resolver, e de um tempo para lá, como ainda tinham alimento para duas pessoas, o único problema era arranjar alimento de vez em quando para o menino, que agora já tinha doze anos. Quando subiu as escadas, Lilian levava um balde com pés, mãos e alguns órgãos. Ela entrou no quarto e o garoto ficou a observando, com seus olhos brancos, vazios, sem vida, e lábios totalmente devorados. Um de seus braços estava quase sem pele, ele sempre tentava come-lo. A sua língua há muito tempo fora comida. A amorosa mãe colocou o balde no colo de Harold, e seu pai soltou suas mãos e peito. O jovem se inclinou e começou a comer toda sua macabra refeição, a mulher apenas ficou ali observando, o homem apoiou suas costas na parede e inclinou a cabeça para trás, aguardando. Quando o balde caiu, ela o recolheu e Adam o prendeu novamente. Ao descerem as escadas, cada um foi para um lado, ele foi para a sala se sentar e relaxar, ela foi largar o balde na cozinha imunda, que era cheia de marcas de sangue por todos os lados. Cada vez mais e mais o casal, mesmo que unidos pela loucura, se separava e se desconciliava. No quarto com pouca iluminação, Harold se debatia como um animal louco pela liberdade. A cadeira, mesmo bem presa, já estava desgastada. Naquele quarto onde varias atrocidades já haviam acontecido, a última das loucuras que o pai realizou com o consentimento da mãe, deixou o jovem mais traumatizado que das últimas vezes. Adam se levantou e resolveu dar um fim aquela loucura, pararia com tudo, não suportava mais a imagem, cada vez mais e mais degradada de seu filho, aquilo era muito até mesmo para ele. O som da discussão no andar de baixo despertou o lado animal do filho, que lutou com todas as forças para escapar da cadeira. Após forçar e ferir os pulsos, ele quebrou os dedos de sua mão e os passou pelas braçadeiras. Quebrada a outra mão, ele começara a encontrar a liberdade. Enquanto isso, no andar de baixo, Lilian e Adam discutiam violentamente, fazendo barulho o suficiente para que eles não percebessem que um corpo caiu violentamente ao chão. - Mas que droga, Lilian! Disse Adam esmurrando a parede. - Aquilo não é o nosso filho, por que você não enxerga logo isso? - Como você tem coragem de dizer isso? É do nosso filho que você esta falando! Em outras vezes que discutiram, Lilian teve a impressão que seu marido a agrediria, e sentia-se insegura com ele, e agora ela sentia que ele perderia o controle totalmente: - Foi você que começou com tudo , mullher! Falou ele apontando seu dedo para ela, num tom ameaçador. - Eu nunca quis fazer isso com ele. - Eu? Você tem certeza? Lembre-se quem sempre teve um gosto por crianças desde jovem! Disse Lilian com um leve sorriso de desdém. Aquilo ferveu o sangue de Adam, que num movimento rápido deu um soco na cara de Lilian, que a atirou contra a pia. Ela caiu ao chão com o rosto ensanguentado. Ele se virou e agachou com as mãos na cabeça, se inclinando e voltando, no típico movimento dos loucos. Após isso, a única coisa que Adam sentiu foi a fria lâmina enferrujada e suja, sendo cravada profundamente em suas costas por sua amada. Ele se virou com sangue em seus olhos, uma raiva sobre humana, e começou a estrangular Lilian, cada segundo empregando mais e mais força. Os olhos da mulher foram lentamente subindo, quando seus pés deram as ultimas tremidas, um som alto e irreconhecível chamou sua atenção. Adam jogou o corpo de sua mulher no canto da cozinha, e com pressa subiu para o segundo andar, decidido a dar um jeito naquela situação. Ao abrir a porta, a cadeira estava quebrada, o penico de Harold estava tombado e fezes estavam espalhadas por toda a extensão do quarto. O cheiro era muito forte. Num olhar mais cuidadoso, localizou seu filho num dos cantos mais escuros, sentado de costas para ele, parecia estar comendo algo... ele finalmente conseguira arrancar seu braço. Quando escutou os passos de seu pai, Harold se virou e observou o homem, que se aproximava lentamente. O garoto soltou seu braço, que agora era seu verdadeiro banquete, esticou a outra mão, e começou a soltar sons que pareciam palavras: - Kah, Blav, Pa... Papa. O pai se maravilhou com aquilo, acreditava que seu filho havia voltado, ele se agachou e abraçou o menino: - Harold, meu filho, é você mesmo! O pai começou a chorar. - Meu filho, me perdoe, por favor, me perdoe. Eu nunca quis fazer aquilo, foi tudo ideia da sua mãe, me perdoe... Quando sentiu a mão de seu filho passando pelo seu pescoço, e repousando em sua cabeça, seu coração se aqueceu, sentiu que havia recuperado seu menino. Porém, sua emoção logo virou desespero. Quando seu filho cravou os dedos em sua orelha, e a rasgou junto com metade da pele de sua cabeça, ele empurrou Harold, e começou a se arrastar em direção a porta. Quando faltaram poucos centímetros para sair dali, sentiu a mão se seu filho agarrando sua perna, mas quando viu Lilian, de pé em frente a porta com o rosto totalmente ensanguentado, percebeu que não teria salvação. A mulher virou o rosto e fechou a porta, os gritos de seu marido foram fortes no começo, mas foram ficando cada vez mais e mais fracos, até não se ouvir mais nada. Dias após, uma sombra passa pelas redondezas do bairro, Lilian passa com um saco cheio de carne, braços, pele, e retorna para sua casa, o barulho no segundo andar é forte, ela desmembra cada pedaço arrancando dedos, separando a pele, retirando o sangue. Ao subir as escadas, agora com dois baldes cheios de "alimento", ela se sente bem como nunca. Com um bom espírito materno, ela abre a porta e observa pai e filho sentados lado a lado, presos em cadeiras. Eles viram a cabeça em sua direção, ela vira um balde sobre as pernas amarradas de cada um, e solta os braços deles. Se alimentam com ferocidade, da carne de seus semelhantes, ela sai, fecha a porta e se senta nas escadas, imaginando com um sorriso em seu rosto, como seria o futuro. De uma coisa tinha certeza, cuidaria das duas pessoas que mais amou em vida, para sempre, até o fim dos tempos se fosse necessário. &nbsp; Autor: Guilherme Mendes - Página Idade: 23 De: Osasco – SP Saiba como enviar o seu conto clicando aqui &nbsp;