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CONTO ZUMBI: "O início"

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Tranquei os portões de casa logo depois que vi a primeira noticia na tv.

Um policial havia prendido um homem por ter esfaqueado sua mulher na cozinha.O individuo havia desferido 5 golpes de faca no peito da pobre moça que estava coberta por um saco preto no meio da rua.Briga de casal,o de sempre.Ele estava completamente bebâdo e perdeu a cabeça.

Logo que o IML chegou pra levar o corpo,a moça se mexeu.Os curiosos se assustaram mas não sairam de perto.Quem sobreviveria a 5 facadas no peito?Havia uma enorme poça de sangue em volta dela.

Um dos peritos tirou o saco e a moça estava de olhos abertos...fazendo sons estranhos e tentando se levantar.O perito pedia pra que ela não se mexesse e se virou para um dos policias.Iria chamar uma ambulancia para cuidar da moça.Mas logo que ele se virou,ela se levantou e o mordeu no pescoço.

Os curiosos correram enquanto o perito agonizava com o sangue engasgado na garganta. Ela cambaleava em direção aos curiosos que corriam e os policiais gritavam para ela parar.Seu marido algemado dentro da viatura parecia não acreditar no que estava acontecendo assim como os reporteres no local.Estava tudo ao vivo pela tv,e alguns acreditaram ser uma espécie de pegadinha.

Mas não era.

A moça mordeu dois curiosos e foi alvejada.Mas se levantou de novo e mordeu um dos policiais.Quando um outro soldado a atingiu na cabeça e pensou que tudo havia acabado,aquele perito que ela havia mordido se levantou e começou tudo de novo. Peguei a arma que meu pai guarda embaixo do colchão,bati alguns pedaços de madeira nas portas e janelas e deixei as luzes apagadas só com o rádio ligado bem baixo.São 3 da manhã e o fim do mundo começou as 2 da tarde de sexta-feira.

Meu pai ficou preso na estação de trem.Havia me ligado ás 5 e disse que ia demorar pra chegar.Ele trabalha na Republica e havia sido a última vez que eu falei com ele.

Vou ficar aqui.Esperar ajuda.

Talvez eles me encontrem primeiro,sei lá.Vi a filha da minha vizinha rondando a casa pelas brechas das madeiras das janelas.Ela tinha um corte grande no pescoço e mordidas do braço.Pobre menina,tinha apenas 14 anos.

Com a quantidade de balas que tem a arma,e pelo modo que atiro com certeza não conseguiria acerta-los.Só peço a Deus que me ajude a passar por isso.Se é que isso vai ter algum fim.

Autor: Bya Pianucci Idade: 19 De: São Paulo - SP Saiba como enviar o seu conto clicando aqui