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Entrevista com George Romero, descubra o que ele acha de The Walking Dead e Guerra Mundial Z

O diretor que deu vida aos filmes de zumbis fala com Tim Robey sobre The Walknig Dead, Guerra Mundial Z, e os gastos de Dennis Hopper com charutos. O escritor e diretor George A. Romero não precisa ser apresentado aos fãs de terror, já que praticamente inventou sozinho os filmes de zumbis modernos como vemos em A Noite dos Mortos-vivos (1968) e suas produções seguintes. Ele está em Londres para uma audição no BFI SouhtBank, que é parte da temporada Gótica deles. De antemão, Tim Robey se encontrou com ele para falar sobre a origem dos zumbis, a atual obsessão em fazê-los se mover mais rápido e sua dívida com Orson Welles. Eu acho que você se envolveu com vários jogos de videogames, assim como com todos os seus filmes. Eu sempre quis me envolver, mas normalmente quando chego eles dizem "Bem, faremos todo o trabalho de design, sabemos que você não é da área de jogos." Eu sempre quis ser parte do design dos jogos. Mas eu já estive em um jogo! Eu acho que sou o monstro que você deve matar. Existe uma versão de Call of Dutty chamada de Call of the Dead, eu acho. Mesmo assim, deve ser estranho ver os zumbis invadindo o gosto popular e se tornando parte do entretenimento comum. Levando em conta que, quando você reinventou o gênero em 1968, isso foi praticamente uma atividade interna... Ah, com certeza foi. Eu costumava ser o único neste ramo. Já hoje, meu Deus! Eu acho que a popularidade dessa criatura veio dos videogames, não dos filmes. Zumbilândia (2009), que é relativamente recente, foi o primeiro filme de zumbis a superar 100 milhões de dólares nas bilheterias, e mais tarde conseguir o interesse de Hollywood. A regravação de O Despertar dos Mortos (2004) atingiu cerca de 75 milhões de dólares, então eu acho que isso pode ter dado início à onda. E depois Zumbilândia, e agora, é claro, Guerra Mundial Z. Mas vários videogames de enorme popularidade tiveram um impacto maior. Você disse em algum lugar que você acha que a regravação de O Despertar dos Mortos de Zack Snyder foi um pouco parecida com um videogame? É, eu achei sim que foi. Eu achei que ela perdeu um pouco sua razão de existir. Eu sei que muitas pessoas gostaram muito, de verdade – Stephen King, por exemplo. Eu não gostei muito. Basicamente, porque eu a considerei como uma sátira. Meu filme deveria estar pronto exatamente quando ficou, porque aquele tipo de shopping era completamente novo. Foi o primeiro visto na Pensilvânia. O foco da história é baseado nisso e eu não acho que a regravação teve isso. Talvez ele estivesse tentando apresentar uma visão diferente, de algum modo. Em seu filme, os zumbis estão dentro do shopping e seguindo como faziam em vida, como consumidores com lavagem cerebral. Já na regravação eles estavam bloqueados do lado de fora – é quase como uma questão de classe, onde há uma sociedade fechada, ou algo do tipo? No meu filme os zumbis estão lá dentro para começar. Mas em sua maior parte é um filme de cerco, que os humanos devem superar. Há semelhanças neste ponto. Mas mudaram o significado dele, algo que eu particularmente não gosto. E eu não suporto zumbis que correm. Havia tanto disso que eu não aguentei. Parece que ele lançou a moda de zumbis rápidos, certo? Eu acho que sim. Eu acho que talvez Guilhermo del Toro – um cineasta que admiro muito – lançou a ideia de vampiros que se movem mais rápido em Blade II (2002). Eles estavam nas paredes, vigiando por todos os lados como insetos ou algo do tipo. Alguém notou isso, e eu acho que foi aí que tudo começou. Agora voltando para quando você fez A Noite dos Mortos-vivos e pensando nos filmes anteriores de zumbis, algum como o filme de Jacques Tourneur, A Morta Viva (I Walked with a Zombie – 1943), que é culturalmente muito diferente: você aproveitou algo de toda aquela tradição? Eu praticamente estava conscientemente tentando fugir disso. E eu não os chamei de zumbis em Noite dos Mortos-vivos, e eu não acho que eram. Porque nesses filmes – os de zumbis voodoo haitianos tradicionais – eles não estão mortos. E eu achei que estava fazendo algo completamente novo fazendo com os mortos se levantando. Os recém-mortos, pois eles eram fracos demais para saírem das sepulturas. Eram fracos demais para comer cérebros porque eles nunca conseguiriam quebrar o crânio. Eu tinha regras assim que eu usava, das quais todos pareciam ter se afastado. Não estou dizendo que este seja o meu modo ou o caminho certo. É só o que eu prefiro. Mas eu estava conscientemente evitando influências. Talvez, indiretamente, houvesse alguma na iluminação e fotografia, apesar de eu buscar um estilo mais como o de Welles. Como no filme de Shakespeare de Welles, Othello (1952), era o que eu estava tentando conseguir. Mas eu não estava usando nada da mitologia. O tom talvez, um pouco. Mas este é o tom de muitos outros filmes sérios de terror da época. Você fala frequentemente sobre a escolha de seu protagonista (o ator afro-americano Duane Jones) como um tipo de acidente. Mas um tipo muito estranho! Não apenas por causa da relevância naquele exato momento da época, com o assassinato de Martin Luther King, mas também, levando em conta a história de filmes de zumbis, com a tradição haitiana de zumbis negros, você mostrou um herói negro, este é um tipo de paralelo esquisito. Esta é a primeira vez que alguém menciona isso! Mas não parece uma conexão óbvia. Quando John Russo e eu trabalhamos no roteiro final, o personagem era branco. E conscientemente, nós deliberadamente não mudamos o roteiro quando Duane concordou em fazer o papel. Ele simplesmente era o melhor ator entre nossos amigos. E então terminamos o filme, estávamos levando-o para Nova Iorque para ver se alguém iria querer distribuí-lo, e naquela noite, no rádio do carro, ouvimos que King havia sido assassinado. E assim, de repente, o filme tomou um caráter racial. Isso não foi intencional. As mesmas coisas aconteceram ao personagem quando ele era branco. O bando atirou nele porque achou que ele era um zumbi. Agora você entrou para o cinema rápido e digital. Você parece ter mudado o foco de seus filmes após Terra dos Mortos (2005). O filme Diário dos Mortos (2007) foi principalmente sobre as novas tecnologias? Sim, era pra ser. Então praticamente precisava ser filmado daquele jeito, mas eu o teria feito assim de qualquer forma. Na verdade eu fiz todo o trabalho de acabamento do Bruiser (2000) digitalmente. Porque não dá pra fazer algo melhor. Terra dos Mortos foi gravado em 35mm, mas teve muitos efeitos digitais e foi finalizado digitalmente. Usando a tecnologia você pode fazer muito mais com a sincronia, o equilíbrio de cores, brilho e contraste, e você pode separar partes de uma filmagem, é como ter um "dark room". E agora com essas coisas de alta definição você pode explodir, aumentar o zoom, tudo isso sem perder a qualidade. É maravilhoso. E também, simplesmente os efeitos ajudam. Quando você está gravando com um orçamento muitíssimo baixo – nós tivemos 20 dias para gravar Diário, e um pouco mais do que 2 milhões de dólares – tempo é dinheiro. É muito mais fácil. Se um rojão não funcionar, você precisa limpá-lo, remontá-lo, e isso leva cerca de 45 minutos, levando em conta que se um cara aponta uma arma, um zumbi cai, você pode criar o disparo, pode criar os respingos. Não parece tão bom porque não interage com tudo adequadamente, mas basicamente, salva o dia. Isso significa que você sente falta das coisas do modo antigo, dado que você foi consagrado com Tom Savini e todos aqueles caras fazendo os efeitos práticos? Ah sim, eu amava fazer isso manualmente. Havia uma noção de sucesso muito maior para todos nós. "Cara, funcionou!", sabe? Era maravilhoso. Era como um esforço em grupo, com um senso de realização maior quando você era capaz de conseguir. Entretanto, na última vez que realmente tentamos fazer efeitos protéticos muito elaborados foi em Terra dos Mortos, com Greg Nicotero, que trabalhou nisso. E houve alguns efeitos que planejamos cuidadosamente e nós os fazíamos do mesmo modo de antigamente. Houve alguns que simplesmente não conseguimos fazer de modo eficaz o bastante. De repente começou a parecer estranho. Havia muito para ignorar, particularmente em O Despertar dos Mortos. Em Dia dos Mortos (1985), alguns deles ficaram realmente maravilhosos. Mas em Despertar, alguns deles são difíceis de esquecer. Não dá pra escapar disso. Eu estou lembrando de uma hélice de um helicóptero fatiando o topo da cabeça de um zumbi... Em Despertar, certo. Este foi um efeito completamente protético. A hélice não estava lá. Tom (Savini) a manipulou de modo que com uma corda ele era capaz de arrancar a maquiagem. Ele encontrou um cara com uma cabeça suficientemente plana, e foi capaz de realizar isso com linha de pesca, para que parecesse que estava sendo fatiado. Nós combinamos com a lâmina. Esse efeito nós aplaudimos. Mesmo assim é bastante engenhoso. Quando funcionou, foi realmente ótimo. Tom era ótimo em fazer isso, em aparecer, as vezes no último minuto, com modos espetaculares e criativos de fazer as coisas. Terra dos Mortos foi seu filme de maior orçamento, estou certo? O filme de zumbi de maior orçamento. A Metade Negra (1993) foi o maior de todos. Eu tive uma experiência ruim com ele. Orion era pra ser o estúdio de gravação, mas eu tive problemas maiores com eles do que com a Universal. Eu tinha pavor da Universal! Mas foi realmente horrível trabalhar para Orion. Realmente difícil. Eu não fiz Terra dos Mortos para a Universal, eu fiz com um produtor independente, Mark Canton, e a Universal o pegou. Mas eles estavam presentes o tempo todo e nos ajudaram tremendamente com a pós-produção. Eles foram muito cordiais e respeitosos. Então essa foi uma experiência melhor? Você disse que estava um pouco sobrecarregado com Terra dos Mortos, que foi um pouco demais... Ah, foi demais. Eu não acho que era necessário. Acho que não precisávamos das estrelas. Mark Canton as quis, porque ele achou que daria mais valor ao filme. Mas eu preferiria ter mais cinco dias de filmagem do que uma caixa extra de charutos para Dennis Hopper. Pobre Dennis! Que dizer, eu amo o Dennis, mas seus charutos eram um item substancial no orçamento! Você poderia falar sobre a evolução no estilo entre A Noite dos Mortos-vivos e Despertar dos Mortos? É como se víssemos um newsreel e depois um comercial. Eu quis que A Noite dos Mortos-vivos parecesse naturalista, mas não podíamos fazer isso porque estávamos gravando com uma câmera de 35mm com proteção acústica, que é automaticamente estática. Nós não tínhamos um dolly, estávamos apenas com tripés, com uma câmera monstruosa com proteção acústica para que a cenas de diálogos fossem bem feitas. Quando eu busquei o newsreel, foi quando a câmera saiu da proteção acústica, e era possível simplesmente segurá-la, como uma dessas câmeras atuais. Então, quando eu estava filmando o material do bando no final, eu conseguia ir até lá, porque não precisávamos gravar sons e disparos. Eu queria que parecesse newsreel, tudo, desde os tumultos no Sul até a polícia saindo com os cachorros. Eu queria que parecesse com uma filmagem de todas as crises americanas. Mas o restante do filme, eu acho que ficou muito estático. Com Despertar dos Mortos, nós com certeza estávamos tentando fazer parecer um pouco mais refinado. E estávamos acostumados a gravar comerciais. Mas tínhamos este shopping, e estávamos gravando somente à noite – o último comércio do shopping fechava às 2:00 h da manhã, e eles deixavam os pacientes cardíacos entrarem para fazer exercícios às 5:00 h da manhã, então tínhamos apenas um número limitado de horas para gravar e não podíamos usar iluminação. Substituímos todas as lâmpadas fluorescentes do shopping por lâmpadas de temperatura de cor, para que pudéssemos apenas mover o interruptor e ela acendesse, mas não pudemos fazer nenhuma iluminação extravagante, nem contraluz, exceto nas partes gravadas em lugares menores. Por isso nunca chegou a ser tão glamouroso quanto deveria. A cor, é claro, fez diferença. Esse foi um filme mais lúdico do que A Noite dos Mortos-vivos? Ah, completamente. Quer dizer, eu o vi mais como uma comédia. Eu não vejo nada de "assustador", no senso comum. É bastante cômico. Provavelmente tão cômico quanto Todo Mundo Quase Morto! Você é um fã desse filme, não é? Eu o amo. Ele foi feito com tanto carinho. Eu amo esses garotos, eles são caras ótimos. Nos tornamos bons amigos. Na verdade, Edgar (Wright) gravou um grande filme em Toronto, que é onde eu moro agora – alguém salva o mundo? (Scott Pilgrim Contra o Mundo) Você se mudou de sua cidade natal, Pittsburgh, para Toronto. Quando foi isso? Por volta da época de Terra dos Mortos, em 2004. Eu amo aquele lugar. As multidões são sensacionais. Eu costumava ter uma família de colaboradores, colegas, com quem eu amava trabalhar em Pittsburgh. Mas então Pittsburgh meio que secou. Foi grandioso por um tempo – houve um ano de 400 milhões de dólares, com muita produção chegando a Pittsburgh – e as pessoas conseguiam ter carreiras e viver lá. Mas então, secou, como normalmente acontece. Eles seguiram e descobriram St Louis. Eles gravaram O Silêncio dos Inocentes lá, e você aparece! Sim, Jonathan (Demme) me convidou, e eu não podia dizer não. Para muitas pessoas que conhecem bem seu trabalho, Martin (o conto de 1977 sobre um adolescente que pensa que é um vampiro) normalmente é o favorito. Você já pensou que ele merece mais descoberta ou reconhecimento? É o meu favorito. Ele nunca teve nenhum tipo de distribuição. E o mesmo aconteceu com Cavaleiros de Aço (1981). Mas quer saber, agora com vídeos caseiros eu vou para convenções e assino mais dvds de Martin do que qualquer outra coisa. E Cavaleiros de Aço. É incrível. Então as pessoas o redescobriram, ou descobriram pela primeira vez. É maravilhoso. Eu queria que eles tivessem aparecido na primeira vez que foi exibido. Sabe, eu fiz seis filmes de zumbis, eu tentei conscientemente fazer cada um diferente do outro. Mas não é isso que as pessoas querem ver hoje em dia. Eles querem a mesma coisa! Eu não sei se isso é parte desta mentalidade televisiva, na qual as pessoas se sintonizam todas as semanas para ver a mesma coisa. Eu não sei. A bilheteria dos meus filmes sofreu todas as vezes por isso. Eles queriam O Despertar dos Mortos quando O Dia dos Mortos foi lançado, e não parecia com O Despertar, não era tão engraçado, tão místico, por isso não foi bem-visto. Eu sei que houve alguns autores de filmes, que, quando O Dia dos Mortos foi lançado, o censuraram. E um deles escreveu a nota de orelha para o lançamento do DVD, praticamente se desculpando! Eu acho que talvez seja um gosto adquirido. Mas eu gostaria que as pessoas não entrassem com este preconceito. Estou tentando satisfazer de outro modo. Essa pode ser uma das rasões para você não querer se envolver com The Walking Dead? Porque não te deixaria apresentar nada de novo? Os roteiros estavam escritos. A mesma coisa com Masters of Horror. Eu estava trabalhando e eles disseram "Nós temos um milhão de roteiros, você pode lê-los e decidir qual você quer fazer", e eu disse "Não, se vamos fazer isso, eu gostaria de escrevê-los." Basicamente, exceto por Creepshow, que Stephen King escreveu para que eu dirigisse, eu escrevi tudo, exceto o segundo filme que fiz, que foi escrito por um amigo meu, e Jack (Russo) compartilhou a escrita de A Noite dos Mortos-vivos, e foi só isso. Eu fiz o roteiro de A Metade Negra e do restante. Então eu sempre criei minhas próprias coisas. É a primeira linha de defesa! Você descreveu The Walking Dead como "uma novela com zumbis ocasionalmente". Para as pessoas que não gostam da série, parece resumir suas opiniões. É disso que eu particularmente não gosto. Apesar de eu achar que Frank (Darabont) fez um bom trabalho. Eu não sei o que diabos aconteceu lá, algo político, sem dúvidas, quando o afastaram após a primeira temporada. Com Guerra Mundial Z, apenas para nos atualizar sobre a atual mania de zumbis, você sentiu que tinha algo a dizer? Eu com certeza não vi muita coisa. Além do óbvio, certo? Quer dizer, é um filme de desastre. Isso é tudo. E eles parecem cuidadosamente evitar dizer que é um filme de zumbis. Não acontece em lugar nenhum, você pode extrair isso do título Guerra Mundial Z, mas se você não soubesse disso, você poderia pensar que é a última guerra mundial no alfabeto. Em todas as propagandas e materiais promocionais, você via apenas essas cenas amplas deles escalando o muro em Israel. Eles não pareciam nem um pouco com zumbis. Somente ao chegar naquele pequeno laboratório próximo do fim, onde há algumas cenas mais próximas onde eles cambaleavam e pareciam um pouco mais com meus garotos... eu conheço Max Brooks (o autor do livro) muito bem e ele não ficou nem um pouco satisfeito com o filme. Nem eu. Mas então fui assistir a O Homem de Aço, e Guerra Mundial Z começou a parecer muito bom. Há algo que você esteja planejando? Estou escrevendo uma história em quadrinhos, como mencionei. Parcialmente em defesa contra essa tendência atual. Eu não posso lançar um filme de zumbis agora. A menos que eu possa prometer que gastaremos 200 milhões de dólares ou mais e que terá as melhores coisas de CG. Entretanto, eu não estou interessado em apostar tão alto. Eu sempre tentei jogar na janela de aposta de dois dólares. Minha ex-mulher ainda está tentando promover (uma adaptação do livro de Stephen King) The Girl Who Loved Tom Gordon (A Garota que Amava Tom Gordon). Eu escrevi um roteiro para ele. Jogo Perigoso, também. Frank Darabont, Stephen e eu estávamos conversando sobre isso. Por que ninguém quer fazer Jogo Perigoso? Eu posso entender Tom Gordon, porque é sobre uma menininha, e se quiser ser fiel ao livro, não haverá espaço para adultos. E então, não há estrela que possa ser vendida. E então você não pode gastar tanto dinheiro a menos que Ang Lee quisesse fazer isso. Tom Gordon é simplesmente tão impossível de fazer segundo os padrões de Hollywood quanto As Aventuras de Pi. &nbsp; Traduzido por: Natália Dino Peres Fonte: The Telegrafh