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Sangue Quente: não julgue sem conhecer

Sangue Quente O filme Sangue Quente está sendo divulgado como um “romance com zumbis”, mas quem leu o livro sabe que não é bem assim... confira uma análise sem preconceitos da obra que conta a história de um zumbi que se apaixona por uma mulher viva. Eu li o livro há meses, quando eu nem sabia que viraria filme, e li sem preconceitos. A história é realmente interessante, não podemos dizer que é boa, mas é um bom entretenimento. A visão do autor é totalmente nova, original, diferente. E num mundo onde tudo parece fotocopiado isso deveria ser aplaudido, e não vaiado. O livro é narrado por R, um zumbi que se transformou há muito pouco tempo (entenderam porque no trailer do filme ele não está todo podre?) e é um zumbi... incomum. É interessante observar que os zumbis dessa história possuem mente “consciente”, afinal, acompanhamos tudo da visão de um deles, mas eles não se lembram de nada de sua outra vida, os mais sortudos lembram-se de seus nomes, ou, como no caso de R, de uma parte dele. [caption id="attachment_549" align="aligncenter" width="500"]Pôster do filme &quot;Sangue Quente&quot;, com Nicholas Hoult e Teresa Palmer Pôster do filme "Sangue Quente", com Nicholas Hoult e Teresa Palmer[/caption] Os zumbis aqui também se comunicam, podem falar algumas poucas palavras, mas nada demais, se não eles ficam confusos. Eles casam – quem celebra as cerimônias são os “ossudos”, os mortos-vivos que já se decompuseram por total, e também são os vilões da história – e após se casarem, crianças zumbis são designadas para serem seus filhos. Eles também fazem sexo, que consiste em esfregarem seus corpinhos gelados uns nos outros. O mais interessante aqui talvez seja o motivo pelo qual eles preferem o cérebro: ao comer o encéfalo, eles podem vivenciar as lembranças do dono do órgão. E isso é muito prazeroso. Imagens claras e vívidas. Sensações e sentimentos. Tudo à flor da pele através das memórias de outra pessoa. E aí que o tal “romance” surge. Ao comer o cérebro de um adolescente chamado Perry, R vivencia as mais realistas lembranças, todas relacionadas a uma pessoa: Julie, namorada de Perry. E ao vivenciar isso ele não consegue matá-la, decide então protegê-la. A partir daí a história se desenrola com R protegendo Julie, e tentando levá-la para casa: um estádio onde certa quantidade de sobreviventes construiu uma cidade. E por causa de Julie as coisas começam a mudar em R, em todos os zumbis. Eles começam a ganhar novamente sua humanidade. Capa do Livro &quot;Sangue Quente&quot; O que leva à cura? Não se sabe. Talvez aqui o vírus tivesse um prazo de validade, talvez beijar uma humana fosse a solução, não vem ao caso. O que vem ao caso é que zumbis não existem. Nem vampiros, nem lobisomens, nem fadas, nem bruxas. E é exatamente por isso que qualquer um pode criar o zumbi, o vampiro, o lobisomem, a fada ou a bruxa que quiser: por não serem reais, não há exatamente um padrão a ser seguido. Embora o preconceito seja grande, porque R é “baitola”, talvez todos devessem entender que é só mais uma história de zumbis. Se você gosta do zumbi clássico gritando “céeeeerebro” então veja filmes/leia livros com zumbis assim, mas isso não significa que só isso é correto. O real apocalipse zumbi será quando as pessoas tornarem-se tão burras a ponto de não ouvirem umas as outras, de não darem uma chance aos outros de se expressarem da maneira que quiserem, de serem o que são e de se tornarem o que querem. Assista o trailer do filme aqui Por: José Carlos Marujo, do The Walking Dead Brasil