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3 produções que falharam com seus personagens femininos

Hoje é Dia da Mulher, como vocês devem saber. Nesses dias, eu costumo lembrar de uma professora minha que, há uns 3 anos, entrou na sala em um dia 08 de Março e nos disse que, dados os parabéns, aquele era um dia que deveria ser de reflexão, principalmente pelas mulheres que não estavam aqui para receber os parabéns. E, desde então, é o que eu me dedico a fazer no dia - quando eu percebo que dia é, na verdade, eu não presto muita atenção em datas.

Eu até cogitei fazer algo como “5 personagens femininas fora de série”, mas aí seria falar de algumas exceções (porque minha lista definitiva de personagens femininas é muito maior que isso) ... E as exceções confirmam a regra.

Francamente, é um padrão que deveria acabar, mas temos que reconhecer que os criadores de produções de zumbi não sabem o que fazer quando escrevem mulheres – novamente, não estou falando das exceções. Falo principalmente de casos de filmes, já que séries de TV conseguem fazer a coisa um pouco melhor, até porque elas podem se modificar no tempo.

Nem vou falar das inúmeras Manic Pixie Dream Girls ou Smurfettes (que são consideradas tão “diferentes das outras”, como se não ser uma mulher “como as outras” e não ter essas características fosse o que as manteve vivas) ou das personagens que são mortas só para deixar o herói amargo/ativar o Berserk Button do sujeito, ou das sobreviventes que são vistas e tratadas como megeras por não estarem do lado dos heróis e fazerem exatamente o que precisam para sobreviver… E as mães que sempre acabam mortas, ou as mães que sempre precisam perder os filhos para “se tornarem sobreviventes e mulheres melhores”...

Eu poderia continuar para sempre com os muitos tropos mal utilizados por um sem-fim de produções. E só estou considerando as mulheres cis aqui, porque ninguém pode ser trans e sobreviver ao apocalipse zumbi, segundo as produções que eu vi até hoje.

Porém, hoje o post é para aquelas produções que conseguiram a proeza de falhar muito e muito feio com suas mulheres. Frejat pode nos desejar quanta tolerância ele quiser, mas quanto mais você viu, mais difícil fica para aceitar.

Eu vou começar do que eu acho menos grave, e daí para o fundo do poço:

 

[AVISO: Spoilers adiante! Eu avisei]



3) Bite Me


Tenho que confessar que eu detesto essa web serie. Reclamar de Nerd of the Dead e ter Bite Me como padrão do gênero é ser muito incoerente, me desculpem a minha franqueza.

Na minha opinião, a única moça de Nerd of the Dead é uma personagem sofrível e facilmente dispensável, porém, a webserie nacional ainda consegue ser mais bem-sucedida nisso do que Bite Me – e isso não foi exatamente um elogio.

Para situá-los, Bite me é sobre um trio de amigos, pretensamente nerds, no apocalipse zumbi. Parece familiar, certo? Temos o amigo certinho (Mike), que namora uma garota dominadora e dita superficial (Lauren); temos o amigo largadão (Jeff), que deveria ser o cara engraçado da história, e que morre de amores pela gostosona da vizinhança (Shawna); e o amigo gordinho (Greg), a punchline natural da história, que não consegue ficar com ninguém, exceto Marcy, uma mulher bastante… Ativa.

Todas as personagens femininas são delineadas a partir de suas “contrapartes” masculinas. Eu vou falar só da primeira temporada, porque eu não vi a segunda – me desculpem se algum comentário não acompanhar a progressão da série, afinal, ela pode ter se adaptado. Mas, com o que eu vi na temporada 1, eu não consegui reunir forças para ver a segunda.

Lauren é a Bridezilla escrita, só que sem estar casando. Ela é tão controladora que beira o abuso, played for laughs, óbvio. Porque, francamente, relacionamentos abusivos não são legais em nenhum caso, e toda essa ideia de que mulheres não podem abusar de homens está bastante errada e é muito prejudicial para as vítimas. Nesse caso, os dois personagens saem lesados em suas representações.

Voltando à Lauren, a série a coloca como uma mulher superficial e viciada em exercício, que acha que sempre tem razão e que faz o namorado aceitar tudo o que ela diz como certo, mas que, no fundo, só é burra e não tem razão em nada do que diz. Para provar isso, temos duas cenas: uma quando ele conta que a infestação está acontecendo (e ela não acredita) e outra, quando eles estão cercados. Sabe, ela não acreditou que zumbis realmente existissem e achou que o namorado tinha ficado maluco de tanto jogar vídeo game. Tá, e daí? Eu acho que a maioria de nós não acreditaria também. Nem seria sensato. Obviamente ela acaba aceitando a verdade de um jeito tapado, após ler algo que uma amiga escreveu numa rede social xis, só para atestar o quão estúpida a personagem é. Se bem que, veja só, muita gente acredita quando alguém posta no Facebook que celebridade tal morreu - mesmo quando a pessoa não morreu. Você pensou em alguns amigos seus, eu sei.

Como se as coisas já não estivessem ruins o bastante, vem a cena em que eles estão todos juntos e cercados. E Mike simplesmente mata uns zumbis e meio que “vira machão”, o que a faz cair aos pés dele. É uma cena de dar vergonha alheia, porque, se ela era tão “forte” (eu diria abusiva, mas tudo bem), ela não deveria se impressionar tão facilmente, certo? Mas, ante o Homem com H, matador de zumbis, ela simplesmente derrete (?) Sério, isso chega a ser coisa de novela mexicana ruim.

Partindo para Jeff, o engraçadão da turma, temos Shawna, que é para ser a personagem bonita. Ela é uma pessoa muito gente fina (porque Lauren já é a bad bitch da história), mas que namora um babaca com dois neurônios – porque se ela não está com o herói, invariavelmente ela vai ser par do personagem mais sem noção da história.

Como é de se esperar, Shawna e o cara correm para se esconder com o trio (+Lauren), porque o namorado da guria é um covarde também.

E eis que temos A CENA, em que Jeff, o loser, salva a garota estonteante, Shawna, enquanto o namorado dela só consegue gritar e gritar num canto. Essa coisa de Damsel in Distress é tão White Zombie!

Agora você me diz: Mas tem 2 mulheres, Carrion! Deve passar na Bechdel Test, né?

Teoricamente, sim. Mas eu fico relutante em considerar, porque a única interação entre Shawna e Lauren na primeira temporada é a seguinte: Shawna reconhece Lauren de algum lugar do passado e comenta algo como “Nossa, quase não te reconheci! Você fez plástica?”... Ou seja, a única vez em que elas se falam serve apenas para que uma detone a outra – afinal, mulheres não podem ser amigas, certo?

Calma, mas tem mais uma mulher. Marcy, no meu entendimento, era a taradona da história. Bite Me não é um filme de Slasher, e nem Marcie é adolescente, mas ela tem uma morte por sexo. Ou algo assim. Temos essa cena desagradável em que o trio acha que ela está transando, quando, na verdade, são gemidos de agonia de uma pessoa sendo devorada viva. (Urgh!) Ou seja, ela nem tem tempo de intergir com Lauren ou Shawna. Ela é como aquela primeira morte, que abre a história e dá o apocalipse por começado. Marcy é quase um recurso narrativo.

E, no fundo, eu não sei onde está a graça - nem as referências afiadas a outras produções do gênero - na primeira temporada. Só vejo um monte de clichés empilhadinhos.

Nada contra  trabalhar com estereótipos em uma paródia, mas a graça é inverter e quebrar os estereótipos, porque isso significaria passar a perna em quem vê/lê a história, e que está cheio de expectativas sobre o que será feito, criando novas reflexões (E é por isso que The Cabin in the woods deu certo, a meu ver).

Agora, como isso não aconteceu, eu é que não vou ficar batendo palma para uma série que é óbvia e insultante só pelo prazer de insultar – sem ter nada a dizer. Claro, isso não é um problema exclusivo de Bite Me. A little bit zombie, Deadheads... Até Dellamore Dellamorte se encaixaria nos mesmos problemas.

 

(P.S.: Se eu for assegurada de que a Temporada 2 é boa, eu dou uma segunda chance à Bite me, para não dizerem que eu estou cometendo uma injustiça)

2) DeadGirl


Esse filme só não vai para o número 1 com Contracted porque deu sorte de jamais ter uma continuação.

Por muito tempo, DeadGirl foi um filme que eu recomendei, porque eu realmente não sabia se ele era uma sátira cruel dos problemas que muitos filmes têm ou se ele era a epítome de todos os problemas.

Eu gosto da proposta do filme, de subverter o Power Trio benigno, que aparece com certa frequência nas histórias de zumbi (Power Trios de caras em produções de zumbi: Jeff, Greg e Mike em Bite Me; Boris, Bocarelli e Kaiser em Nerd of the Dead; Stephen, Peter e Roger em Dawn of the Dead (1978); Rick, Glenn e Daryl em The Walking Dead; Os três zumbis de Zombie Love Musical; Os três funcionários estatais de To Kako; e isso vai adiante). Se bem que DeadGirl junta duas ocorrências mais ou menos frequentes do gênero: a dupla de amigos\rivais (que é tão próxima que eu poderia chamar de Power Couple), que vem aparecendo desde White Zombie, com Beaumont e Parker, e o Power Trio, assim que Wheeler se junta a eles.

Em geral, grupos de amigos são retratados de forma bem benigna nas histórias. DeadGirl entra com a ideia de que “E se eles fossem uns criminosos babacas?” e a proposta é ótima… Não tivesse sido tão mal conduzida.

DeadGirl tem apenas duas mulheres ao longo da história: Joann, a garota por quem o protagonista (Rick) é apaixonado desde sempre, e a própria DeadGirl, uma zumbi que Rick e J.T., seu melhor amigo, encontram em um manicômio desativado. 

Ao encontrá-la, J.T. tem a brilhante ideia de mantê-la ali, com ele, sem contar a ninguém, como uma escrava sexual.

Por favor, atentem para o fato de que DeadGirl é uma morta-viva. A única diferença entre ela e um morto (morto mesmo) é que ela vai matar o que estiver na frente dela se ela puder. Mas a coisa é tão doente que J.T. não consegue vê-la como um cadáver reanimado e um óbvio risco à sua vida, mas como algum tipo de boneca inflável.

Mas esse sujeito só pode ser doente, você diz. Só que não é só ele, porque logo ele conta para Wheeler, que passa a frequentar o manicômio (A coisa é nojenta, meu povo). Os dois decidem que só aquilo não é suficiente e começam a comercializar a defunta.

Rick se opõe, mas só de leve, e acaba não fazendo nada a respeito. E ele deixa a coisa rolar, fingindo que não vê nada. Até uma hora que lhe é conveniente, e o “herói” da história usa DeadGirl contra um cara de quem ele não gostava.

Pode se chocar, a coisa é nesse nível de depravação moral - desse nível para baixo, na verdade. Quando você pensa que a coisa não pode ficar pior, ela fica.

Tá, mas onde eu quero chegar com isso?

Simples. Fido é sobre um zumbi adorável, se pudermos falar assim. Zombie in a Penguin Suit é sobre um zumbi vestido de pinguim e sobre sua jornada em busca de algo. DeadGirl? Sobre dois adolescentes babacas que estupram mortas-vivas. Ela dá nome ao filme que não é sobre ela, mas sobre a violência que ela sofre - e a coisa toda é sexualizada, tornando a violência “subjetiva”, “interpretável”, visualmente "instigante" (se é que a gente pode dizer isso de uma história assim).

Mortos não podem sofrer violência porque eles não sentem nada? Só que DeadGirl está consciente. Ela não é um zumbi que não consegue entender o que está acontecendo e só parte para cima do que está vivo indiscriminadamente (apesar de que o filme é tão mal conduzido que há várias incoerências quanto a isso).

Mas isso é tão diretamente ignorado pelas resenhas que eu já li - a VH1, por exemplo, fez um gráfico comparando Inteligência x Velocidade de zumbis de várias produções e colocou DeadGirl em um quadrante to tipo “lenta e burra”, e eu me pergunto se eu vi o mesmo filme que eles.

DeadGirl é consciente o bastante para saber duas coisas: quem ela quer atacar e para onde ela quer ir. Aliás, ela quer ir embora. Só isso.

Tanto que, na cena final, ela ataca somente duas pessoas presentes - vou deixar vocês adivinharem quem - e vai embora. Se a coisa tivesse acabado ali, teria sido ótimo.

Mas DeadGirl precisou falhar com a outra personagem feminina também. E termina com um final péssimo para sua única mulher viva, Joann.

Joann é quase um enfeite de cenário, a garota que Rick não pode ter e que parece bem bobinha, irrelevante. Até Rick usar DeadGirl para atacar outro cara, o que leva Joann a questioná-lo sobre os incidentes que se sucedem. Ela não estava disposta a deixar aquilo passar e, quase como um castigo cármico, a desgraça se abate sobre a garota. Joaan é baleada e está prestes a morrer nos braços de Rick - mas não é uma cena romântica, porque Joann está com ódio de Rick e não se dobra a ele nem à beira da morte. J.T. se oferece para mordê-la, já que ele está infectado e vai morrer mesmo, e torná-la a próxima DeadGirl,mas uma só para Rick. É a última coisa que J.T. faz, porque Rick o mata - ou ele morre. Não se sabe, a história não se decide sobre homens poderem virar zumbis ou não. É muito incoerente, eu disse.

A coisa é obscura o bastante para eu ter passado algum tempo sem saber se o filme era uma ironia ou o exemplo mais escroto do problema.

Eu ainda vou ler o script da continuação completo, e espero que seja bom. Porém, dificilmente eu vou achar que ter duas personagens femininas apenas para abusar delas e tratar isso como se fosse ambíguo é aceitável ou valoroso.

1) Contracted (e Contracted II)


Vou começar confessando que o primeiro Contracted me deixou de queixo caído com sua proposta e sua condução.

O filme nos conta sobre Samantha, uma moça que tem como hobby cuidar de orquídeas. O trabalho dela não é lá essas coisas, a mãe dela vive atormentando-a, ela está com problemas com a namorada e tem um cara, Riley, que não para de seguí-la,mesmo sabendo que ela não quer nada com ele. Como desgraça pouca é bobagem, ela é dopada em uma festa (Pelo amor de Deus, a mãe dos outros não fala que é pra ficar de olho no próprio copo?) e estuprada.

A cena é do tipo “vamos deixar por conta da sua imaginação, mas veja aqui alguns takes que sugerem que, se filmássemos, a cena seria hipersexualizada”. Os problemas já começam aí.

Esse filme é um dos poucos protagonizados somente por uma mulher e já começa assim. Aliás, é o único filme de zumbi que eu conheço que é protagonizado por uma lésbica. E já começa assim.

Samantha é infectada por algo, que vai corroendo-a de dentro para fora em 3 dias. Só isso já rendeu piadinhas on-line. Para citar a que eu me lembro, alguém falou que o nome do filme deveria ser “A pirocada do Mal”. Claro, porque vamos rir de um serial rapist, que também é um necrófilo, que caça mulheres com o único objetivo de contaminá-las com uma DST zumbi.

A coisa que me pega em Contracted é que eu consegui sentir o drama de Sam. Alguma coisa naquele filme saiu certo, porque eu só conseguia sentir empatia pela protagonista (e, a despeito de todo o lixo que os craidotees jogaram nela, eu a considero na minha lista de personagens femininas de produções de zumbi).

Quando eu terminei o filme, só conseguia sentir uma agonia imensa. Eu não consegui não me solidarizar ao horror pelo qual a personagem passava.

Porém, pensando no filme depois de um tempo, eu senti que o foco da história não era criar empatia, mas deixar quem assiste ao filme com nojo de Sam. Eu fiquei bem mordida com isso, mas deixei passar.

O final foi bem… Sufocante. Samantha está enlouquecida pela doença, mata a namorada, mata uma de suas amigas e, do nada, decide que vai seduzir Riley, o cara esquisito que não larga do pé dela. Eu entendi que isso era a doença querendo se espalhar, o que funciona (Bom para o patógeno!). Eu não vou entrar nos detalhes escabrosos, mas Riley tem a oportunidade de chamar Samantha de nojenta… Bom, ela está se decompondo de dentro pra fora, certo?

E eis que veio Contracted 2. Com a protagonista anterior morta, a história contada é a de Riley, um cara que mora com a avó (mas não o tipo de loser estranho, mais do tipo que mora com alguém mais velho para não deixar aquele parente sozinho) e tem uma irmã grávida (eu vou falar do caso dela em outros posts, porque mães no apocalipse são toda uma outra coisa).

A história começa de onde Riley foi deixado no filme anterior. E começa a diferença de tratamento.

Falando francamente, Riley é um dos personagens mais babacas que já pôde protagonizar uma história. Só que ele é abençoado pelos deuses-criadores, que o enchem de informações  e de capacidades para passar pelos 3 dias de transformação praticamente lúcido - apesar de todas as outras personagens contaminadas morrerem rapidamente.

No primeiro filme, logo no final, percebemos que mais pessoas têm sido contaminadas e que a polícia está atrás do suspeito. Na continuação, descobrimos que o cara é um fundamentalista que acredita que está cumprindo uma missão para Deus - ele mesmo é imune à doença.

Isso é algo que o próprio cara conta para Riley. Exatamente, o cara vai atrás do protagonista para contar a ele todo o plano “du mal” e praticamente dar tapinhas nas costas dele por estar infectado. Enquanto isso, Sam é estuprada e largada pra morrer lentamente e sem respostas.

Bom, mas se o cara tinha informações sobre o que estava acontecendo com ele, então ele deve ter tentado parar a coisa. Não! Ele simplesmente conseguiu ferrar tudo ainda mais!

Ele conseguiu matar indiretamente todas as mulheres que chegaram perto dele. Ele contaminou a avó, a irmã e uma guriazinha que, como ele com Samantha, não saía do pé dele. Riley não informa à polícia sobre o que está acontecendo e fica zanzando para lá e para cá, tentando resolver a coisa sozinho, mesmo sabendo que vai morrer.

Mais de uma hora de filme depois, chegamos à cena final. A detetive responsável pelo caso - ela mal aparece durante o filme, aliás - está encurralada pelo maluco fundamentalista, Riley está debilitado e vai morrer logo, tudo parece perdido.

Porém, o zumbi-Riley resolve tudo, matando o grande vilão da história e esperando quieto para tomar um tiro da detetive. Após isso, ou antes, temos um flashback meloso de como ele foi amado e amoroso na vida dele. Pobre Riley! Que grande herói!

Veja bem, nós temos a mesma história praticamente: duas pessoas que pegaram uma doença fatal e que vão se transformar em 3 dias. Só que Sam foi estuprada - e Riley foi voando para aproveitar a chance de ficar com Samantha, que nunca quis ficar com ele por motivos óbvios. Sam vai à loucura rapidamente. Riley parece lúcido até depois de transformado. Sam ativamente mata as pessoas de quem ela gostava - até sua mãe, que sempre a destratou. Riley é responsável pela morte das três mulheres ao redor dele, mas não é culpa dele, coitado! Foram os fluidos corporais dele que fizeram isso!

Sam, degradada e mais violenta a cada momento. Riley, um mártir que luta contra a doença bravamente até depois do fim.

É a mesma premissa, a mesma história…. Então por que justamente Samantha precisou ter seu trajeto contado assim? Por que ela não teve direito à flashback meloso? Por que ela não teve direito à algo que a defendesse? Por que justamente ela teve que passar por todos os círculos do inferno antes de poder morrer (até o estuprador teve uma morte curta)?

De todas as histórias aqui, Contracted foi a que mais falhou com sua protagonista - e eles ainda reforçaram isso na continuação.

(Eles ferraram uma ótima premissa sobre transformação, que corria na contramão das histórias de horda. Isso me chateia pra diabo!)

Encerro meu caso.

 

Porém, para não acabar assim, nesse clima pesado, eu quero dizer que eu acredito que as coisas tenderão a melhorar. Temos personagens femininas muito bacanas atualmente e eu quero crer que, apesar de estar longe, ainda vamos ter um cenário em que boas personagens em histórias de zumbi serão tantas que não vou ter como fazer uma lista das X mulheres fora de série do gênero.

No mais, parabéns pelo dia, leitoras! :D Espero que vocês tenham passado o dia bem!