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The Walking Dead 6ª temporada: Análise dos episódios 9 e 10

Acho que a AMC já pode mudar a música-tema da série para It sucks to be me, do Avenue Q, porque não tem sido fácil pra ninguém.

[AVISO: Don’t open, spoiler inside! E algumas piadinhas e trocadilhos sobre mortos e olhos]

Bem-vindos à primeira de uma série de resenhas sobre os episódios de The Walking Dead - a partir desta 6ª temporada. As resenhas estão atrasadas, mas não se pode apressar os trocadilhos sobre olhos.

Antes de mais nada, quero que todos saibam que minha grande aposta para o final da série é que todos vão morrer. Ou vai ficar subentendido que eles vão morrer (a.k.a. Uma cena terrível dos sobreviventes correndo de uma horda, a câmera vai fechando neles até cortar a cena e rolarem os créditos). Então, o que me espanta é quando não tem morte num episódio (Eu não sei de nada da HQ para depois do volume 12. Eu considero a série como uma obra perfeitamente entendível em si mesma. Por favor, sem spoilers da HQ. Sério).


  • Episódio 9




Agora, vamos abrir a review com uma corrente de oração para o Carl, porque esse moleque tá precisando. É muito mau-olhado para uma pessoa só!

Para você que estava com saudades de Temporada 2, tivemos um revival... Carl tomou um tiro. De novo. Agora, minha dúvida é: O tiro era para o Rick ou não? Claro que o objetivo seria matar os dois, contudo, se o alvo era o Rick, podemos dizer que Carl foi atingido por uma bala que nem para ele era mais uma vez.

Mas não priemos cânico. Ele vai viver para sofrer mais, ninguém precisa ficar triste.

Só o Ron, que não só perdeu a família toda, como também não conseguiu nem realizar uma vendeta de última hora. Bom, acho que podemos aprender com este episódio que “olho por olho”, o mundo vai ficar caolho.

Aliás, palmas para os Anderson! Eles conseguiram ser dizimados em literalmente 2 minutos! Mas a cena é uma viagem tão grande que eu achei que algum tipo de alucinação de alguém, até porque foi repentino e rápido. Fiquei esperando alguém acordar, mas ninguém acordou - pior pros Anderson mesmo. Eu não posso dizer que a cena me chocou, porque não chocou, mas eu achei tudo nela muito bem conduzido e colocado.

E tudo isso só aconteceu porque, novamente, uma criança amaldiçoou a coisa toda. Acho que deveríamos todos tomar cuidado com a Judith daqui uns tempos, porque logo mais ela vai estar grandinha o bastante para ameaçar a segurança da colônia inteira.

Crianças e pré-adolescentes, num geral, são maus presságios para os sobreviventes da série. Rick tem que levantar as mãos para o céu por ser o protagonista e não ter morrido ainda, apesar de ter dois rebentos.

Mas era de se esperar. Na hora em que aquele menino travou ali, estava escrito na testa dele “PRESUNTO TO BE”. Ainda bem que o Carl é um dos protagonistas, porque ele estava numa posição bastante perigosa, no meio de duas pessoas que morreram. Não entendo onde colocar seu próprio filho entre sua namoradinha recém-achada e o menino que obviamente o detesta é melhor do que colocá-lo logo depois de você ou logo antes da mulher que é seu braço direito e vem sendo a salvação da lavoura há tempos. Acho que as mentes dos protagonistas de histórias de zumbi são um mistério... Deve ter alguma coisa de genial naqueles neurônios, porque uma pessoa normal já teria perdido o filho umas mil vezes.

A morte dos Anderson me faz levantar um questionamento: Consideremos olfato como a principal função que os walkers usam para diferenciar vivos de não-vivos. Porém, se alguma coisa se comporta estranhamente, eles vão lá e atacam. Eles podem atacar outros walkers com comportamento desviante então?

Isso tolheria qualquer evolução da espécie no mesmo sentido dos zumbis de Land of the Dead, segundo minhas teorias. Ao mesmo tempo, isso também tolhe toda a possibilidade de termos walkers que se comportam assertiva e conscientemente (o que seria péssimo para os sobreviventes), e não apenas pegando ursinhos do chão e voltando para casa só pra chocar a audiência. Bom, mas quem pode culpá-los? Até Romero falhou em levar a ideia até o fim e explorar as piores possibilidades dela – porque, até que se prove o contrário, os mortos de Land of the Dead tinham uma inclinação mais para o positivo que para o negativo. Eles nem mataram o Simon Bacon, ok?! Eles só queriam um lar, poxa!

Eu poderia pontuar que os Grimes e Michonne ficaram tanto tempo parados de forma estranha quanto os Anderson. Mas, até aí, eu estou considerando que os Anderson se condenaram com aquela conversa toda e depois a gritaria de Jessie.

Falando nela, a morte de Jessie Anderson era muito óbvia desde o começo. A personagem era beeem rasa e meia-boca, estava ali só para ser o interesse romântico (Porque o Ron poderia ser qualquer menino X de Alexandria e ainda dar um tiro na cara do Carl do mesmo jeito) e até a cena da morte dela me pareceu boba e sem sentido. E todos aqueles flashbacks na hora da morte? Era pra chorar? Deveriam ter chamado a Shonda Rhimes pra escrever a cena, então. Obviamente que, nas mãos dela, as chances de a Jessie ter sido uma personagem decentemente desenvolvida e bem-trabalhada seriam astronomicamente maiores, o que teria feito de sua morte uma pena.

(E tudo bem se você ficou triste com a morte dela. Desculpe a minha falta de dó.)

Se bem que eu fiquei com dó do Ron. Ele era falsinho e só queria furar o olho do Carl (A-HÁ!), mas é bastante justificável que ele tenha ficado fora de si naquela hora. Eu não acho que ele estivesse com muitas esperanças de sobreviver, acho até que ele queria morrer mesmo.

Num geral, para enterrarmos esse assunto, o que me incomoda é: Por que a série criou aquela família se eles não iam desenvolver nenhum personagem dali? E por que envolver Jessie e Rick? Só para matá-la e dar a ele 20 minutinhos de angst vazio, que só ia ser lavado no próximo episódio em tempo recorde? (Tempo passado off-screen não conta).

Porém, tem uma coisa que eu gostei muito no episódio: a cena de Rick entrando na casa com Carl. Aquilo me pareceu uma referência ao final da primeira temporada e começo da segunda, ainda na época da fazenda.

Aliás, aquela cena em que Glenn fala das pessoas que foram importantes pra ele - trazendo de volta a memória de vários personagens queridos de outras temporadas - foi uma cena muito bacana, principalmente para o próprio Glenn, porque estabelece um ponto sobre o personagem (vemos que o Glenn é um sujeito muito família. Ligue isso ao fato de que Maggie está grávida).

Outra coisa que eu gostei muito nesse episódio: as cenas de Denise e do Padre Gabriel. Denise passou por um puta perrengue, mas acabou sendo uma benção para o pessoal de Alexandria – e ela tem toda a capacidade de ser uma personagem incrível! Eu estou rezando para os roteiristas não estragarem tudo [Atualização (24.03.16): Falei rápido demais]! E o padre está deixando de ser o maior pé-no-saco e está, aparentemente, se sentindo mais parte da família. Eu fiquei feliz que ele não ficou encurralado, porque eu estava achando que, se ele ficasse, ele iria jogar a Judith pros walkers e picar a mula dali.

Ainda falando de coisas legais, eu sou a favor de darmos muitas bazucas pro Daryl. A coisa foi toda fantástica!

Nas duas vezes, no episódio, em que as coisas pareciam perdidas, Daryl surgiu para nos mostrar que não contávamos com a astúcia dele! Ele não só torrou os carinhas do Negan (Por que ninguém naquela cena gritou um “Oh, burn!” depois daquilo? Que desperdício!), como trouxe luz para os sobreviventes em Alexandria e salvou o Glenn de morrer uma segunda vez (só nesta temporada! Sossega o facho, Glenn!)!

Assim fica difícil de eu dar moral pro Negan e pros carinhas dele lá! Só o Daryl já está fazendo coisas que saltam aos olhos!

Por falar neles, os caras me pareceram, num geral, meio genéricos. Homens de couro num apocalipse zumbi não costuma ser uma notícia muito boa, vocês deveriam saber. Mas eu gostaria de ressaltar que o Christopher Berry mandou muito bem como Bud (pra você que não está ligando o nome à pessoa, é o único Savior que tem um punhado decente de exposição no episódio), com toda aquela gentileza afetada, que era puro deboche e só deixava claro que eles iam matar todo mundo ali. Eu me diverti com a atuação dele, cheguei a ficar com medo por Sasha e Abraham, achei que eles iam morrer mesmo.

Mas foi só uma questão de serviço bem-feito! Bom, quem mandou os Saviors mandarem o estagiário vigiar o cara de jaqueta de couro? Eles mesmos estavam de couro, eles deveriam saber que homens de couro no apocalipse são má notícia!

A questão que eu tenho é que, pra um grupo de sujeitos que já desmantelou uma mão cheia de comunidades pós-apocalípticas, não me parece muito ameaçador mais um bando de carinhas numa vibe Mississipi Burning (só que vestindo os caipiras com couro e tachinhas ao invés daquilo que eles vestiam no filme).

Claro que Bud não estava brincando, ele poderia ter matado Abraham e Sasha, Daryl poderia ter sido espancado quase até a morte (Porque eu du-vi-de-o-dó que alguém na AMC tenha culhões pra matar o Daryl agora) e os Saviors/Salvadores poderiam ter levado tudo o que o trio tinha. Porém, isso não rolou, o que me leva a manter alguma desconfiança quanto à eficácia desse Negan aí.

O mais impressionante do episódio foi que, apesar de ter começado com explosões, mortes, tiros na cara, desperation, mortality, lost of Faith... A coisa terminou incrivelmente otimista!

Os sobreviventes ficaram juntos, se ajudaram e foram lacradores. E, no fim, o Carl acordou e percebemos que o mundo ainda não está perdido e que o amor até existe. <3


  • Episódio 10




Nunca “Jesus take the wheel” foi uma ideia tão ruim quanto neste episódio.

Eu achei que foi um episódio de transição, então, comparado ao anterior, as coisas estavam bem menos agitadas. Ok, tivemos uma caminhonete de problemas, mas nada exatamente perto do que aconteceu no episódio anterior.

Houve uns momentos domésticos meio comercial de margarina (tanto quanto se pode ser doméstico em um mundo caindo aos pedaços), como Enid e Carl curtindo o tédio no meio do mato e Michonne e Spencer vagando por aí, porque alguém precisa destruir mamãe e dar a ela um funeral digno.

Tivemos momentos ótimos: Michonne e Carl agindo como a família que eles são, Rick e Daryl na caminhonete após recuperarem-na pra depois perderem tudo para sempre. A cara do Daryl na volta, com o cara que arruinou o dia deles caindo no ombro dele, foi impagável. E teve o beijo entre Rick e Michonne, que deixou muita gente feliz e que torna a existência da Jessie ainda mais questionável, a meu ver.

Se eu fosse a Michonne, ficava com os meus dois olhos muito bem abertos, porque Rick já enterrou a Lori e a Jessie. Esse homem dá um azar danado para as mulheres que se envolvem com ele. Sei não.

Mas o ponto alto do episódio foi Rick e Daryl perderem uma caminhonete cheia de suprimentos pra um único cara. Eu entendo que a série não queira que seus protagonistas descambem muito para o lado negro da força, mas eu teria deixado o sujeito para morrer logo depois da primeira gracinha dele. Ok, ok, o objetivo da série é ter alguns desses momentos altruístas, porque aí quando a coisa der errado da pior forma possível, vamos todos ficar destruídos, mas mesmo assim!

Por falar em destruição, eu noto com esse episódio é que a série andou seguindo um padrão até aqui: grupo de sobreviventes encontra a Comunidade Pós-apocalíptica™ (às vezes, é só um grupo maior de sobreviventes, não precisa ser uma cidade inteira de sobreviventes), que é má (todas sempre são, é o que garante a Trademark). O grupo de sobreviventes é bom – ou tem uma tendência boa – então, eles precisam lutar contra a Comunidade™, que não vai deixá-los sair de boas. O grupo vence a Comunidade™ e fica com seus espólios.

Só que o grupo de sobreviventes em questão já vem derrubando outros grupos há bastante tempo. Eles vêm tomando, tomando e tomando espólios aqui e ali. Agora, com a anexação de Alexandria – aquilo foi uma anexação, meus caros! Coisa que ia deixar muito país com inveja – eles se tornaram a última moda de Comunidade™.

O que significa que eles vão ter que fazer o que todas as outras Comunidades fizeram: Vão ter que aguentar um arco de destruição. Que bom pra eles que eles são os Mocinhos™.

“Ou será que não?” (COSMOS in Padrinhos Mágicos; de algum lugar da minha pré-adolescência).