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The Walking Dead 6ª temporada: Análise dos episódios 11 e 12

Negan não é um nome que põe medo no meu coração... Mas a peruca do Jesus, caramba, vai me deixar um mês sem dormir. Eles não tinham verba pra uma coisinha melhor?

Vamos fazer uma petição para ele nunca, jamais, em hipótese algum tirar aquela touca de novo.


  • Episódio 11




Na última resenha, eu disse que o grupo de Rick agora está a cargo de uma Comunidade™ – Alexandria 2.0, digamos assim – o que significa que os desafios de uma Comunidade™ devem cair sobre eles em algum momento.
Eu jurava que Jesus ia ser de algum grupinho desgarrado, mas o cara veio de uma Comunidade™ pra ninguém botar defeito. Aparentemente, a primeira questão deles vai ser lidar com outras pequenas sociedades pós-apocalípticas espalhadas por aí.
Antes de Jesus levá-los para conhecer um mundo novo (a ideia dessa parte da temporada, pelo tom dos episódios, deve ser a de mostrar que o mundo quebrou, encolheu, estabilizou e, agora, ele está se expandindo de novo), eles resgatam um grupo de Hilltop que se chocou pelo caminho. Eles salvam todos – inclusive um obstetra, que aparece convenientemente quando Glenn e Maggie precisam de um. Esse show não é nada aleatório, não se enganem.
E todos juntos vão para as colinas. Ou a colina, como queiram.
Alexandria 2.0 e Hilltop Colony são igual queijo e goiabada: juntas, iam ficar uma beleza, já que Hilltpo sabe cultivar e criar gado, tem recursos, mas não sabe como protege-los propriamente – porque só um muro se provou ineficaz – enquanto que Alexandria está cheia de gente casca grossa e munição, mas está ficando sem comida.
Porém, não existe almoço grátis, como dizem os livros daqueles gurus de Administração e Marketing. Logo, o mundo acabou, mas a exploração da força de trabalho alheio por aqueles que têm os meios não saiu de moda.
Gregory, que é o CEO da Colônia Hilltop, quis trocar comida por trabalho – ou seja, o grupo que foi ficaria lá, trabalhando pela comida, até pagar o que tinham levado para Alexandria. Maggie, que caminha para ser a líder política dos sobreviventes, disse que não. Eles poderiam até trocar munição pela comida, mas parte deles não ia ficar – até porque Gregory nunca garantiu que eles iriam sair.
Aí o cara fez o que qualquer cara faria: ele debochou de Maggie e quis bancar o bonzão. Mas, como minha mãe sempre disse, castigo não vem mais a cavalo, vem a jato. Nos minutos seguintes, nós temos a cena magnífica de Gregory sendo apunhalado por um dos seus, porque Negan quer o couro dele a todo custo.
O pessoal de Hilltop não sabe muito bem como se defender, então, eles tinham um acordo com os Saviors/Salvadores, algo que segue a mesma lógica do “Te dou o dinheiro do lanche, aí você não me bate (porque, se você me bater, eu tô muito ferrado) ”. Os Saviors tinham direito a metade de tudo que era produzido em Hilltop. Mas, aparentemente, eles estavam querendo cada vez mais e mais da colônia, só que não estava dando certo, o que levou os Saviors a buscar uma saída pacífica: eles sequestraram o irmão de um cara e mandam o cara matar o Gregory e levar a cabeça para provar.
Nesse momento, Rick dá uma de João Grilo e salva o Chicó do Gregory. A melhor parte da cena é o contraste entre os moradores de Hilltop e os visitantes. Apesar de alguns irem atrás de suprimentos e carregarem lanças, a cena foca em moradores comuns, com um visual higiênico e uma vibe de subúrbio americano. Em contrapartida, temos Rick com a cara cheia de sangue da jugular de alguém e todo o resto do grupo pronto para acabar com a raça de quem avançasse em cima dele. Quase como um meio termo, temos Jesus entre eles e o pessoal de sua própria colônia – porque eu acho que o Jesus tá mais pra Alexandria que pra Hilltop mesmo.
Eis que Rick faz a Gregory uma proposta que ele não poderia recusar: Em troca de comida, eles vão chutar o traseiro gordo de Negan. Bom, eles tinham mesmo era que focar na core competence deles – e, como eu já disse, a core competence deles é desmantelar outros grupos.
O episódio termina com a turma voltando para Alexandria, para informar que eles vão acabar com mais uma Comunidade.
Destaque para Maggie, que está se provando a próxima líder política dos sobreviventes. Eu estou torcendo muito para que o bebê dela e do Glenn nasça, porque eles dois não apenas merecem toda a felicidade do mundo, como também estou ansiosa para que Glenn deixe de ser o único asiático vivo na face da Terra!


  • Episódio 12




Crianças, aprendam: Quando vocês, uma comunidade sem parabólica, decidem peitar alguém, chegam lá e descobrem que eles são uma Comunidade com parabólica, a atitude mais sensata é recuar um pouco e repensar seus planos.

Começamos com um take bastante doméstico de Carol, que termina de um jeito bastante triste, logo depois de Morgan chegar nela e eles ficarem numa de “Você vai contar? Você não vai contar? Alguém vai contar? Alguém deveria contar”, que não levou ninguém a lugar nenhum.

Todos se reúnem na Igreja para discutir quem vai tomar parte na destruição de outros sobreviventes. Depois disso, altos babados domésticos rolam: Abraham larga a namorada, já que ela não é mais a última mulher na face da Terra (Uma cretinice sem freios, mas, Rosita, you’ll survive. Hey, hey); Carol arruma um cara aleatório aí, porque ninguém é de ferro; o padre decide ir junto, completando a ideia de que ele está mudado (ou mudando); Tara e Denise planejam morar juntas... Tirando esse último acontecimento e o fato de que Abraham se mostrou muito mais irritante do que no episódio anterior (Quando ele não conseguia calar a boca e ficava metendo o nariz em tudo quanto era assunto pessoal do resto do povo), a coisa foi bem “Interrompemos este episódio para uma passagem de transição antes do circo pegar fogo”.

Expedição montada, eles partem para onde os Savior estão (com Jesus e mais um ou dois caras de Hilltop). O plano é entregar uma cabeça a eles, uma que pareça a de Gregory, já que ele não está morto ainda. A solução é ótima: Eles param no meio do caminho e vão caçar walkers que tenham cara de Gregory. Eles conseguem três, mas só uma cabeça pode levar a coroa – para isso, Rick teve de quebrar o nariz da escolhida... Bom, mas ficou parecida!

Tanto ficou como acreditaram que era a cabeça de Gregory e soltaram o refém – nesse interim, a base dos Saviors foi invadida.

Antes de entrarmos nesse mérito, permitam-me colocar alguns fatos: Eles, até agora, não haviam conhecido uma comunidade que estivesse dramaticamente acima da média. Hilltop não é tão diferente deles.

Porém, a base dos Saviors? Parece uma versão melhorada daquela base militar de Day of the Dead, só que sem mortos rastejando no porão. A coisa era toda concreto e tecnologia. Eles têm uma antena enorme, que eu não sei pro que serve... Bom, talvez o Negan esteja, vocês sabem... Compensando por algo. Vai saber.

A questão é que era um lugar muito diferente e que não tinha nada a ver com Hilltop ou Alexandria. Mas eles tiveram fé de que, num lugar daqueles, as coisas iam ser fáceis. Me parece estupidez, mas ok.

Eles invadem, matam várias pessoas dormindo – Destaque para Glenn ter matado pela primeira vez na vida – até que algo dá errado, eles são vistos, rola confusão e tiro pra todo lado.

Maggie e Carol ficam de fora da base, assim como Jesus, Padre Gabriel e Tata – a cena em questão é ótima, porque temos um cara chamado Jesus e um Padre dando conselhos a uma moça sobre a namorada dela, e não tem nada naquela cena que eu não adore.

Só que logo a confusão se estende a eles também e, de repente, todos estavam lascados.

Terminamos o episódio sabendo que Maggie e Carol são as reféns agora e que eles estão sendo vigiados de algum lugar. Mas, bom, quem poderia adivinhar que eles estariam preparados? Não é nem como se a base deles fosse muito mais organizada e bem equipada!

Acho que podemos começar a corrente de orações já.